Lindolpho Amaral, Advogado

Lindolpho Amaral

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Sobre mim

Advogado, sócio e fundador do escritório Amaral, Costa & Diniz Advocacia com sede na cidade de Ubá/MG. Bacharel em Direito pela Fundação Presidente Antônio Carlos de Ubá no ano de 2016.

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Comentários

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Lindolpho Amaral, Advogado
Lindolpho Amaral
Comentário · há 5 dias
Olá @ziha , por não acreditar em soluções simples para problemas complexos, tal como Descartes, proponho uma reflexão um pouco mais profunda com relação à sua ideia de aumento do policiamento como forma de redução da violência, senão vejamos:
De início, importante esclarecer o conceito de violência utilizado no seu raciocínio. A implantação das UPP's pode ter reduzido a violência entre os moradores, mas a substituiu por outro tipo de violência, aquela praticada pelo Estado contra os cidadãos. Ainda que, para quem está de fora possa parecer um regime de paz, para o morador da comunidade pacificada, ver-se vigiado a todo tempo por policiais armados, é um regime de constante violência velada. Some-se ainda o fato de o crime entre pessoas pode ser praticado em qualquer lugar. Teremos UPP's a cada cem metros? Inclusive fora das comunidades? Não seria mais eficaz alocar recursos em melhoria das condições de vida da população para que não precisassem recorrer à criminalidade?
Quanto à sua ponderação sobre o crescimento econômico da região nordeste cumulada com aumento da violência, é preciso lembrar que esse aumento é experimentado também por outras regiões do país. E ainda, um importante questionamento: a região com maior crescimento foi o nordeste, mas, qual região, ainda hoje, é a mais pobre do Brasil?
Por fim, quanto ao seu maior incomodo, sobre vontade humana, como já dizia Sartre, somos todos condenados à liberdade. Contudo, me permita o uso da seguinte metáfora: sou livre para não consumir um determinado alimento cujo sabor me desagrade muito, posso livremente optar por não comê-lo. Porém, estando em uma condição extrema, sobrevivente de um desastre por exemplo, na qual o único alimento disponível seja o tal que me desagrada, minha liberdade de escolha permanece, só que nesse caso condicionada pelas circunstancias. Comer ou morrer de fome? Ainda que se trate de um exemplo extremo, o princípio envolvido é o mesmo: aceitar uma situação prejudicial ou tomar uma atitude, ainda que desagradável, mas que visa a redução ou eliminação do prejuízo.
Quando o Estado, por sua ausência, e a estrutura social, por seu funcionamento padrão, fecham todas as portas, o jeito é arrombar ou ficar de fora.

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Glauco Pereira, Advogado
Glauco Pereira
Comentário · há 6 dias
Onde o Estado falta com o mínimo que a sociedade precisa e se desenvolva, apesar de todas as dificuldades inerentes (educação, saúde, segurança, emprego, assistência social), estará entreaberta a porta e as oportunidades para que o crime possa suprir serviços que deveriam ser prestados pelo Estado.

Exemplos não faltam. Basta ir a qualquer favela (ou comunidade, como se o nome utilizado fizesse diferença para alguns...) e ver que, em grande parte, o Estado por ali só aparece, e quando aparece, com a sua face mais dura e insensível, ou seja, as forças policiais.

Quando o morador deste ambiente procura os serviços mais básicos, quase sempre, até mesmo pela sua origem social, somado a falta de estudos, que dificulta até mesmo a procura de se informar aonde conseguir o mínimo que é garantido a ele. E nesse intervalo entre a dificuldade de conseguir do Estado e aquele que talvez pode suprir as dificuldades daquele momento para o morador, cria-se uma relação de dependência entre o criminoso e a população de favelas, criando um Estado paralelo ao Estado, que não consegue suprir o mínimo para grande parte da população.

O primeiro passo para diminuir a pobreza passa pelo Estado propiciar meios para que o mínimo essencial seja garantido a cada um. Sem isso, o ciclo de violência, que em alguns casos tem como principal responsável o próprio Estado, terá cada vez menos possibilidade de diminuir.

E quando se fala em diminuir pobreza, não se pode pensar somente em políticas assistencialistas de momento. Precisamos sim de mais saúde, educação, trabalho, desenvolvimento social, políticas estas que seus efeitos perdurem. Políticas assistencialistas não geram frutos perenes.

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